A
violência se inicia quando há a imposição do mais forte sobre o mais fraco
emergindo das injustiças e desigualdades sociais. A escola, por ser palco dos
diversos tipos de cultura e classes sociais necessita construir práticas
pedagógicas como forma de prevenção e intervenção para diminuição e/ou
erradicação desse fenômeno.
Neste
sentido, apresento o trabalho realizado na E.M. Professor Carneiro Felipe, no
município do Rio de Janeiro, em parceria com o PSE - Programa Saúde na Escola
da Clínica da Família, tendo como tema central para o segundo semestre do ano
letivo de 2016 “Cultura e Paz”.
Este
projeto tem abordagem contínua ao longo do ano letivo e durante este período o
profissional da saúde vai até a unidade escolar trabalhar o tema em evidência com
os alunos das mais variadas formas, como por exemplo: teatro, palestras,
debates, vídeos, banner, cartazes, dentre outros.
Algumas
atividades são realizadas com toda a comunidade, outras, apenas com alunos com
históricos de violência no cotidiano escolar e o resultado dos trabalhos são
expostos no Corredor Cultural da escola, que é um espaço destinado a
apresentação de produções dos alunos, bem como a exibição no auditório da
escola.
Nesta
ação, toda a equipe de direção se mantém engajada para a realização de um
trabalho de qualidade em conjunto com professores, através do qual busca prevenir, diminuir, quiçá erradicar a
violência escolar defendendo os direitos humanos de todos tornando a escola um
ambiente de convívio saudável e prazeroso na formação de indivíduos conscientes
e capazes de exercer sua cidadania.
Por:
Carla Xavier
Grupo:
Carla Xavier, Márcia Xavier e Marise Zanelatto.



A postagem acima apresenta a importância de se estabelecer parcerias com diversos segmentos seja na área da educação, saúde, assistência social, justiça e segurança pública para ampliar o horizonte dos alunos no sentido de conhecer cada parcela e ter um norte ampliado e esclarecido sobre violência, pois muita das vezes uma singela transgressão pode ser estopim de uma inconsequente ação. Desta forma, é de total valia uma gestão escolar que trace ações efetivas em conjunto com todos que fazem parte da equipe escolar, bem como seus parceiros buscando transformar a escola num ambiente salutar e de rendimentos positivos, pois o escolar com uma visão de mundo ampliada e envolto por profissionais que estabeleçam relações de afetividade e confiança poderá refletir sobre suas condutas previamente diminuindo a incidência de atitudes de violência física, moral ou psicológica.
ResponderExcluirPor Carla Xavier
Segundo Charlot (2002), o conceito de violência escolar pode ser classificado em três níveis: o da violência propriamente dita, o das incivilidades e o da violência simbólica ou institucional. Sob o primeiro rótulo, estariam os atos de violência facilmente identificados pelo senso comum como golpes, ferimentos, violência sexual, roubos, crimes, vandalismo, etc. Sob o segundo, estariam as humilhações, as palavras grosseiras, a falta de respeito etc. Já no terceiro estariam as práticas que nem sempre são avaliadas pelos atores como manifestações de violência, possivelmente por estarem arraigadas no cotidiano das escolas, como, por exemplo, a violência que se estabelece nas relações de poder em sala de aula ou a minimização da importância do professor no contexto escolar. Acho que o que torna a escola violenta é a maneira com que cada pai/mãe educa seus filhos. São muitas informações diferentes em um só lugar. São questões sociais.
ResponderExcluirEste projeto é um bom exemplo de como a parceria institucional e entre todos os atores da comunidade escolar pode fomentar a conscientização e a luta para a erradicação dos diversos tipos de violência, que traz tanto prejuízos para os indivíduos, quanto para toda a sociedade.
ResponderExcluirMarise Zanelatto