Atualmente
o pedagogo vem enfrentando uma série de desafios em sua atuação no ambiente
escolar. A violência é um tema em destaque, pois vem se propagando cada vez mais
nos ambientes educacionais, envolvendo tanto alunos quanto professores.
Muito
se tem falado sobre o bullying, que é um tipo de violência que ocorre com muita
frequência nos ambientes escolares. Refere-se à todo tipo de agressão, seja ela
moral ou física. O bullying envolve acima de tudo os aspectos psicológicos de
quem é agredido. Este se sente encurralado, muitas vezes é intimidado e acaba
não procurando ajuda por medo de ser ainda mais reprimido. A longo prazo esse
tipo de violência pode fazer com que o indivíduo desenvolva uma baixa autoestima,
o que irá prejudicar seus relacionamentos ao longo de sua vida, uma vez que
este sentirá cada vez mais inseguro em relação a si mesmo. Tendo em vista que o bullying é um problema presente na realidade das escolas brasileiras, torna-se
necessária a intervenção da equipe escolar. Esta pode ser feita através de
debates, filmes, vídeos, documentários, palestras, enfim, temos uma infinidades
de recursos que podem ser usados a favor do combate ao bulying, além de
trabalhar a questão da conscientização.
Imagem:<http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/70-dos-alunos-ja-sofreram-violencia-escolar-b7qsc2hd3gbcjo3kcy9c1x3ym>
Nessa
perspectiva, também é importante ressaltar os diversos tipos de violência
cometida por alunos aos professores. Frequentemente nos deparamos com notícias
referentes a algum tipo de agressão, seja ela física ou moral cometidas por
alunos em relação aos seus professores. Estes, muitas vezes são desrespeitados e
se sentem cada vez mais retraídos e desvalorizados. Esse tipo de violência
ocorre, principalmente, no que diz respeito ao baixo rendimento escolar dos
alunos. Muitas vezes esses alunos acabam não aceitando uma nota baixa em suas
avaliações e partem para a violência, seja ela por ameaças ou até mesmo a
própria violência física.
Imagem: <http://professouaposentado.blogspot.com.br/2012/03/questao-da-violencia-nas-escolas.html>
De
acordo com a pesquisa apresentada, podemos chegar à conclusão de que a
violência no ambiente escolar não deve ser calada e tampouco ficar impune. É
preciso dialogar sobre o assunto, para que juntos possamos garantir uma melhor
qualidade e segurança para o ambiente escolar do nosso país, garantindo assim a
segurança de todos que compõem a escola.
Afim
de propormos um melhor esclarecimento sobre a violência escolar entrevistamos
uma Orientadora Educacional de uma escola de matriz cristã rede privada de
ensino.
Entrevista
com a Orientadora Educacional
Tema:
Violência Escolar
Nome da
entrevistada: Andréa Costa Esteves Werneck
Tempo de
carreira na área: 30 anos (Orientadora-Pedagoga-Coordenadora)
Violência Escolar
1) Para você, o que é violência
escolar?
Resposta: Toda e qualquer forma
de agressão dentro do espaço educacional.
2) Diante do tema, com quais
mecanismos considera relevantes para a prevenção no ambiente escolar?
Resposta: Espaço de respeito,
diálogo, conscientização. Palestra, debate, trabalho em grupo, reunião de pais.
3) A internet tem influenciado
diariamente a propagação do bulyling, que começa a se infiltrar na escola. No
entanto, a sociedade tem mascarado tal agressão, dando maior ênfase às
violências físicas. De acordo com sua vivência profissional, qual a posição do
bullying nos ambientes de aprendizagem?
Resposta: Acontece, mas temos que
tomar cuidado (olhar atento), para não banalizar o termo. Nem tudo é bullying.
As vezes ocorre uma situação, mas ela acaba ali. Porém não podemos deixar de
conscientizar os efeitos de tal violência.
4) Esses mecanismos de prevenção são
possíveis no seu ambiente de trabalho?
Resposta: Sim, faço sempre.
Promovo trabalhos, dinâmicas, filmes, documentários...
5) Numa escala de zero a dez, em
qual se enquadra a violência escolar no ambiente em que trabalha?
Resposta: Esporádica. Numa
escala, caracterizo com “2” pois, não se propaga.
6) Essa violência, se/quando ocorre
é de maneira organizada e à indivíduos “pré-determinados” ou de forma isolada e
aleatória?
Resposta: Existem as duas
possibilidades. O bullying é mais organizado e se caracteriza por ocorrer de
maneira constante.
7) Na sua opinião, só a escola deve
intervir para que a violência não exista na mesma? Se não, justifique.
Resposta: Não. Acho que a escola,
família, sociedade, juntos devem intervir, porque acontece na escola, mas não
só nela.
8) O assédio moral a alunos e professores
também enquadra-se no que tange a violência escolar? Por quê?
Resposta: Sim, porque passa das
questões de respeito, diferença (um braço da violência escolar), querer impor
situações, autoridade.
9) O uso de câmeras de monitoramento
auxilia no combate à violência?
Resposta: Mais um recurso que
ajuda na observação dos acontecimentos de maneira mais esclarecida.
10) De maneira geral, a utilização
dessa ferramenta assegura ao professor sua autonomia diante de uma situação de
violência?
Resposta: Depende de como o
professor irá intervir na situação. Tudo depende de como se age, fala, intervêm.
A
entrevista nos faz refletir sobre como a violência escolar é abordada em sala
de aula. É importante definir que é um tema que precisa ser colocado em debate,
principalmente pelos alunos. É necessário expor a realidade para que juntos
possamos mudar a realidade do nosso sistema educacional.
Bibliografia:
CAMARGO, Orson. "Bullying"; Brasil Escola.
Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm>.
Acesso em 09 de outubro de 2016.
CREPALDI,
Lideli. “Violência no Ambiente Escolar”; Revista
O Professor. Disponível em <
http://www.revistaoprofessor.com.br/wordpress/?p=102>.
Acesso em 09 de outubro de 2016.
Grupo:
Ana
Caroline da Silva Vidal – 14112080233
Ilana
Sampaio – 13112080457
Maria
Fernanda Borba – 12212080255


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