O olha atento do gestor escolar para com as crises do professores
Trabalhar
com a Educação é um grande desafio, e só quem gosta de desafios pode se evolver
nesta área. A Educação exige envolvimento interpessoal direto e intenso. Por
isso quem deseja ser um professor deve saber equilibrar-se nas diversas áreas
da sua vida para que uma não sobreponha a outra. Um bom educador é aquele que
sabe separar a sua vida pessoal da profissional e por isso consegue ter domínio
sobre seu estado psicológico e emocional e consegue manter uma boa saúde
física. Quando uma destas áreas não vai bem o professor precisa rever a sua
prática para que não perca o sentido da sua escolha.
Muitos
professores, ao se formarem, ficam bem entusiasmados, e por isso têm grandes
ideais, grandes sonhos. Isso é muito bom. Porque se não há sonhos, as metas não
são traçadas, e a luta por grande ideais não acontece. Mas é preciso ter muito
cuidado, porque nem sempre as coisas acontecem da forma como nós idealizamos e
por isso nosso estado emocional e psicológico precisa estar bem equilibrado
para que, diante de uma frustração ou cansaço, não caiamos na tristeza ou no estresse,
pois isto pode gerar em nós doenças graves como a depressão ou outras
enfermidades.
Um
tema que vem sendo abordado por diversos pesquisadores, principalmente por
psicólogos, é a Síndrome de Bournout . Segundo Daiane Souza, em sua matéria “Burnout:
síndrome afeta mais de 15% dos docentes”, postada no site Portal do Professor,
uma iniciativa do MEC, a exaustão emocional, baixa realização profissional,
sensação de perda de energia, de fracasso profissional e de esgotamento são os
principais sintomas de pessoas que sofrem da síndrome de Burnout. A pessoa é
consumida física e emocionalmente pelo próprio objeto de trabalho. Daí o termo
burnout - do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim). A doença
acomete profissionais de várias áreas, mas seu diagnóstico é mais freqüente em
profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como
é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.
Segundo
a Daiane, diferentemente do estresse, que se caracteriza pela luta do organismo
no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout
compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome
da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu
trabalho, o profissional não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.
Com esta definição podemos nos perguntar: Como um professor consegue trabalhar
sem se envolver emocionalmente com aquilo que faz? Se insistir em trabalhar
desta maneira sua profissão perde cada vez mais o sentido.
Em
vista disso a gestão escolar não pode ficar indiferente ao estado de tantos
professores que têm vivido este drama. O diretor, junto à equipe pedagógica da
escola, deve primeiramente perceber se há professores que têm experimentado
sensações como as que são apresentadas acima. Também deve traçar metas para que
possam ajudar estes professores a encontrar sentido ao que decidiram fazer em
suas vidas. O primeiro passo é perceber as causas da insatisfação profissional.
Muitas causas podem ser encontradas, como o descontentamento salarial, a
violência nas escolas, a falta de interesse dos alunos, gerando um desgaste
físico, psicológico ou emocional. Encontrando as causas algumas metas devem ser
traçadas para que o professor saiba lhe dar com estes desafios. Algumas causam
podem ser revertidas, outras são inevitáveis, mas o professor pode de deve
receber ajuda.
Ajuda
psicológica, atividades físicas, diálogo com a equipe gestora, são caminhos que
ajudam o professor a superar suas crises. Um bom caminho também é resgatar o
que os levaram a decidir por esta profissão: quais eram seus ideais e sonhos? Por
que decidiram pela educação? Fazer memória dos motivos que os levaram a decidir
pela profissão docente os permite renovar suas forças e buscar restaurar sua
esperança por uma educação segundo seus princípios.
Contudo,
entendemos que a Síndrome de Bournout tem sido um dos tantos desafios
enfrentados por muitos professores. Estar equilibrado psicologicamente,
emocionalmente e fisicamente é um grande passo para que professores não se
rendam a tantas decepções e frustrações que precisam enfrentar. Quando não
conseguem superar suas dificuldades a gestão escolar precisa cuidar das causas
da síndrome para que os docentes reencontrem o sentido de sua vocação. Por isso
os diretores precisam conhecer e partilhar da visão de gestão democrática no
que se refere ao envolvimento dos agentes educacionais, acreditando na
possibilidade de construção de um bom relacionamento com os docentes que se
expressa de forma bastante clara nas questões que versam sobre confiança,
respeito, diálogo e apoio, e desta forma, ajudá-los a superar suas
dificuldades. Quando o professor não encontra sentido ao que se faz não há
motivo para dar aulas, tudo fica vazio, mas se recebe ajuda, sua vocação e suas
forças se renovam aumentando sua confiança e satisfação profissional, e desta
forma os resultados de seu trabalho passam a ser positivos e os objetivos de uma
boa educação são alcançados.
Bibliografia: DE SOUZA, Daiane. Bournout: síndrome afeta mais de 15 % dos professores. Disponível
em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=38>. Acesso em 08 de outubro de 2016.
Grupo: Ana Carla Aprilio Rodrigues, Matrícula: 12212080423. Rafaela de Lima Barcelos, Matrícula: 13212080203. Teresinha Auxiliadora Pires, Matrícula: 13212080240.
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