sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A violência adentrou os muros escolares fazendo-se marcante e presente.

Texto escrito original:

A violência nas escolas não é um fenômeno novo. Porém, tem assumido proporções em que a escola não sabe quais medidas tomar para sanar este problema.
Noticiários de TV, jornais e demais meios de comunicação de massa mostram, com frequência, acontecimentos violentos no âmbito educacional, na maioria das vezes, protagonizados pelos alunos nas escolas De fato, atualmente, inverteram-se os papéis. Os métodos violentos de alguns professores de antigamente, como: castigo físico e humilhações verbais já não podem mais serem exercidos, sob pena de sofrerem sanções disciplinares. Mas e os alunos? 
Este é um problema que tem afetado a educação, os docentes e principalmente a gestão escolar, que é formada, geralmente, pelo diretor, vice-diretor, coordenadores e orientadores. São estes profissionais que acompanham de perto a ação educativa no cotidiano da escola, cabendo a eles equacionar os problemas que surgem neste ambiente, em busca de soluções.
As manifestações violentas no contexto escolar assumiram formas variadas, sutis e, muitas vezes, camufladas, não estando restrita aos atos mais explícitos como as agressões físicas ou o uso de armas.
É neste contexto que o cotidiano escolar tem sido palco de manifestações agressivas, variando desde depredações até agressões verbais e físicas. A violência é um problema que se instalou no interior das escolas e já não temos como ignorá-la. 
No entanto, os gestores escolares, que são os sujeitos envolvidos diretamente na ação educativa, não têm conseguido lidar com esta questão, o que denota despreparo e falta de conhecimento sobre o assunto. Muitas vezes, numa grande ansiedade em busca de resoluções, acabam por adotar medidas impopulares na comunidade escolar, como: policiais, detectores de metais, advertências ou expulsões são medidas que não têm adiantado no combate à violência, pois são também atuações agressivas. Não dá para lidarmos com violência utilizando violências ainda maiores, pois apenas adiaremos a questão, escondendo seus efeitos, para que mais tarde tudo volte à tona.
A gestão escolar atual não pode mais se fechar em ações isoladas, ignorando acontecimentos que vão além dos muros da escola, uma vez que o que acontece nesta instituição nada mais é do que reflexo do que ocorre na sociedade.  
É possível perceber que pouco se tem discutido sobre a violência e sua relação direta com a gestão escolar. Fala-se muito na violência praticada entre os alunos, o bullying e como lidar com ele, na violência praticada pelos alunos com os professores, o assédio que os professores sofrem da gestão direta ou até em âmbito maior com relação à sua prática em sala de aula, seu planejamento, seus projetos, mas não se fala em como uma gestão preparada para agir em crises e lidar com a violência no contexto escolar de forma consciente, pode transformar essa situação, e até mesmo, preveni-la. Alguns autores trazem a proposta da “mediação de conflitos” como alternativa preventiva na questão da violência escolar.
Nesta visão, quando a escola tenta homogeneizar seus alunos, adotando padrões pré-estabelecidos de comportamentos e modelos de práticas pedagógicas impositivas que não valorizam a diversidade de ideias e opiniões dos mesmos, está reprimindo as diferenças individuais, que são oportunidades de enriquecimento tanto no campo dos conhecimentos quanto no campo da convivência social.
No quadro atual é necessário reinventar o cotidiano, de modo a atender à vasta gama de problemas e lacunas que surgem no ambiente escolar, onde a violência ocupa lugar de destaque pelas consequências de curto e até longo prazo que podem vir a se instaurar no quadro educacional. Este é um problema que merece relevância nas discussões educacionais da atualidade.

Bibliografia:


Grupo: Anna Carolina de C. Leite; Mariana de O. Fortuna; Maíra de M. Carvalho

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