A violência nas escolas não é um fenômeno novo. Porém, tem assumido
proporções em que a escola não sabe quais medidas tomar para sanar este
problema.
Noticiários
de TV, jornais e demais meios de comunicação de massa mostram, com frequência,
acontecimentos violentos no âmbito educacional, na maioria das vezes, protagonizados pelos alunos nas escolas De fato, atualmente,
inverteram-se os papéis. Os métodos violentos
de alguns professores de antigamente, como: castigo físico e humilhações
verbais já não podem mais serem exercidos, sob pena de sofrerem sanções disciplinares.
Mas e os alunos?
Este
é um problema que tem afetado a educação, os docentes e principalmente a gestão
escolar, que é formada, geralmente, pelo diretor, vice-diretor, coordenadores e
orientadores. São estes profissionais que acompanham de perto a ação educativa
no cotidiano da escola, cabendo a eles equacionar os problemas que surgem neste
ambiente, em busca de soluções.
As manifestações violentas no
contexto escolar assumiram formas variadas, sutis e, muitas vezes, camufladas,
não estando restrita aos atos mais explícitos como as agressões físicas ou o
uso de armas.
É
neste contexto que o cotidiano escolar tem sido palco de manifestações
agressivas, variando desde depredações até agressões verbais e físicas. A
violência é um problema que se instalou no interior das escolas e já não temos
como ignorá-la.
No
entanto, os gestores escolares, que são os sujeitos envolvidos diretamente na
ação educativa, não têm conseguido lidar com esta questão, o que denota
despreparo e falta de conhecimento sobre o assunto. Muitas vezes, numa grande
ansiedade em busca de resoluções, acabam por adotar medidas impopulares na comunidade
escolar, como: policiais, detectores de metais, advertências ou expulsões são
medidas que não têm adiantado no combate à violência, pois são também atuações
agressivas. Não dá para lidarmos com violência utilizando violências ainda
maiores, pois apenas adiaremos a questão, escondendo seus efeitos, para que
mais tarde tudo volte à tona.
A
gestão escolar atual não pode mais se fechar em ações isoladas, ignorando
acontecimentos que vão além dos muros da escola, uma vez que o que acontece nesta
instituição nada mais é do que reflexo do que ocorre na sociedade.
É
possível perceber que pouco se tem discutido sobre a violência e sua relação
direta com a gestão escolar. Fala-se muito na violência praticada entre os
alunos, o bullying e como lidar com
ele, na violência praticada pelos alunos com os professores, o assédio que os
professores sofrem da gestão direta ou até em âmbito maior com relação à sua
prática em sala de aula, seu planejamento, seus projetos, mas não se fala em
como uma gestão preparada para agir em crises e lidar com a violência no
contexto escolar de forma consciente, pode transformar essa situação, e até
mesmo, preveni-la. Alguns autores trazem a proposta da
“mediação de conflitos” como alternativa preventiva na questão da violência
escolar.
Nesta
visão, quando a escola tenta homogeneizar seus alunos, adotando padrões
pré-estabelecidos de comportamentos e modelos de práticas pedagógicas
impositivas que não valorizam a diversidade de ideias e opiniões dos mesmos,
está reprimindo as diferenças individuais, que são oportunidades de
enriquecimento tanto no campo dos conhecimentos quanto no campo da convivência
social.
No
quadro atual é necessário reinventar o cotidiano, de modo a atender à vasta
gama de problemas e lacunas que surgem no ambiente escolar, onde a violência
ocupa lugar de destaque pelas consequências de curto e até longo prazo que
podem vir a se instaurar no quadro educacional. Este é um problema que merece
relevância nas discussões educacionais da atualidade.
Bibliografia:
http://books.scielo.org/id/bxgqr/pdf/cunha-9788523209025-10.pdf.
Acesso em 13 out 2016
Grupo: Anna Carolina de C. Leite; Mariana de O. Fortuna; Maíra de M. Carvalho
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